Luís Vaz de Camões
Os Lusíadas
Mas já no verde prado o carro leve
Punham os brancos cisnes mansamente;
E Dione, que as rosas entre a neve
No rosto traz, decia diligente.
O frecheiro que contra o Céu se atreve
O recebê-la vem, ledo e contente;
Vêm todos os Cupidos servidores
Beijar a mão à Deusa dos amores.