Marquesa de Alorna
A uma flor chamam Saudade,
Que é primor da natureza;
Mas a que nasce em meu peito
É produção da tristeza.
Enquanto a saraiva, os Notos
Destes gelados países(*)
Açoutam as plantas, cresce,
Lança profundas raízes;
Mas se um dia, transplantada,
Outro terreno buscar,
Alívio terá meu peito,
E a Saudade há de murchar.