Francisco de Sá de Miranda
II
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Na culpa entrou mulher,
Assi convinha no remedio ser,
III
Virgem sagrada e pura
Que a natureza esmalta,
E tanto atraz de si tudo deixou,
Perfeita creatura,
Posto em parte tão alta
Que nunca culpa algũ a lá chegou,
Comnosco conversou
No mundo por seu meio
O Verbo divinal;
Por nós feito mortal.
Co’a cruz ás costas, de tão longe veio,
E com taes armas sós
Taes imigos venceu só para nós.