Marquesa de Alorna

Ao túmulo da minha Filha (*)

[() Maria Regina, que morreu de muita tenra idade, em Viena de Áustria (Nota da Autora).]*

 

Feliz quem pode com ligeiros passos

Calcar da morte a larva sonolenta,

Entregando à escura Eternidade

As horas da tristeza!

 

Sombras da Noite) lúgubres ciprestes,

Que o sol, medroso, da sua luz não toca,

Vós guardai um tesouro, que rodeiam

Mil gemidos maternos!

 

As tuas cinzas, ó filha, com que eu cubro

De morte e horror as horas mais ditosas,

Com o sopro dos meus ais revolvo sempre,

Cobrem-me a frente aflita!