Marquesa de Alorna
Este ser, que me deu a Natureza,
Vai desorganizando a enfermidade;
Sinto apagar da vida a claridade,
Doma as corpóreas forças a fraqueza.
Vai crescendo em minha alma a fortaleza,
Quanto cresce do mal a intensidade;
As portas áureas me abre a Eternidade,
E lá cessam cuidados e tristeza.
Vou amar quem somente é sempre amável,
Em oxigéneas luzes abrasar-me,
Nunca errar, nem temer gente implacável.
Vou nos jardins celestes recrear-me,
E no seio de um Deus justo, adorável,
A tudo o que me falta associar-me.