António Pereira Nobre

Para As Raparigas de Coimbra

5

 

A lua é a hostia branquinha,

Onde está Nosso Senhor:

É d'uma certa farinha

Que não apanha bolor!

 

6

 

Vou a encher a bilha e trago-a

Vazia como a levei!

Mondego, qu'é da tua agoa?

Qu'é dos prantos que eu chorei?

 

7

 

A cabra da velha Torre,

Meu amor, chama por mim:

Quando um estudante morre,

Os sinos chamam, assim.

 

8

 

- E só porque o mundo zomba

Que poes luto? Importa lá!

Antes te vistas de pomba...

- Pombas pretas tambem ha!