Marquesa de Alorna
Enfim, passaram estas tristes horas
Que o destino cruel tinha prescrito,
E das minhas entranhas ao Cocito
Te levam, filho, as Parcas agressoras!
Lá do seio da Morte, onde hoje moras,
Não venhas lacerar-me o peito aflito;
Da consternada mãe escuta o grito,
E fica em paz nas trevas dormidoras.
Mas ai de mim! Querido desgraçado!
Se ao menos no meu terno pensamento
Tu podes existir, cresça o cuidado!
A força do materno sentimento
Te fará renascer, filho adorado,
Bem que eu morra de angústia e de tormento.