Mário de Andrade
Paulicéia Desvairada
Une rose dans les ténèbres
S. Mallarmé
Profundo. Imundo meu coração. . .
Olha o edifício: Matadouros da Continental.
Os vícios viciaram-me na bajulação sem sacrifícios. . .
Minha alma corcunda como a avenida São João. . .
E dizem que os polichinelos são alegres !
Eu nunca em guisos nos meus interiores arlequinais! . . .
Paulicea, minha n oiva... Ha matrimónios assim. . .
Ninguém os assistirá nos jamais !
As permanências de ser um na febre !
Nunca nos encontrámos. . .
Mas ha rendez-uous na meia-noite do Armenonville. . .
E tivemos uma filha, uma só. . .
Batismos do snr. cura Bruma;
agua-benta das garôas monótonas. . .
Registei-a no cartório da Consolação
Ghamei-a Solitude das Plebes. . .
Pobres cabelos cortados da nossa monja !