Marquesa de Alorna
Sombra Régia! se a minha lira nada
Quebra da morte o empedernido muro,
Lá te leva meu canto incenso puro,
Qual arde na minha alma, que não muda
Em vão porém maldade ardis estuda.
Atrás desse pendão, nobre e seguro,
Que os quarenta guiou, a vós procuro,
Pois não há cá no mundo quem me acuda.
Basta-me a mim, que adoro o Nome vosso,
Que o vosso Neto e gente assinalada
Os loiros murche ao gaio e seu colosso.
Com mão afeita ao fuso, não à espada,
A Pátria sirvo como sei e posso.
Feliz se aos mortos o que faço agrada!