Marquesa de Alorna

A minha Mãe

Natureza! Quais leis dificultosas

Ao brando coração meu impuseste!

A quais devo seguir, com quais quiseste

Subjugar as paixões imperiosas?

 

Quando escuto da Mãe vozes queixosas,

Que me pedem a filha que me deste,

Arranco-a do meu peito a que a prendeste,

Sem ver deste as feridas sanguinosas.

 

Mas apenas cedi, mais alto bradas,

E do materno amor golpe violento

As entranhas deixa-me laceradas.

 

Se a não largo, qual é o meu tormento!

Se lha dou, quantas horas desgraçadas!

Bárbara lei, difícil vencimento!