Ronald de Carvalho

CANÇÃO DA VIDA QUOTIDIANA

Epigrammas ironicos e sentimentaes

Sol brilha nas pedras da rua pobre e pequenina,

entre as pedras da rua humilde o matto cresce.

De uma janela aberto vem ume voz dolente,

ume voz sem timbre, ume voz de legrimos ignoradas. . .

 

O sol queime os couves dos quintees desertos.

 

Vibre na luz o olho metallico de uma poça d'agua.

 

(Rua pobre e pequenina, onde o matto cresce,

rue monótono como o céo azul,

rue monótono como o noite cheio de estrelles,

rue dos muros ceiedos e dos jardins sem flores,

rua dos pregões melancólicos e inúteis,

rua da vida quotidiana...)