Marquesa de Alorna
Morra a memória da famosa Alcina,
Esqueça-se o poder do mago Ismeno,
Que ao melífluo som do verso ameno,
Surgem bosques, comove-se a campina.
Apenas de Filinto a voz divina
Fere, alegre, o selvático terreno,
Calam-se as Musas, até se cala Alfeno,
Que o grande Vate todo o Pindo ensina.
Brilha suspenso o Délfico luzeiro;
Doce aroma, que os ares embalsema,
Gira em torno do sábio Pomareiro;
E Alcipe absorta, bem que o assunto tema,
Faz ressoar no monte sobranceiro
De rouco Cisne a voz talvez extrema.