Marquesa de Alorna

À minha irmã

Se da sorte a mão ousada

Dos teus braços me arrancou,

Não pode roubar a imagem

Que a saudade em mim gravou.

 

Se eu e tu fôssemos duas,

Pudera a Parca sem dó

Separar-nos; mas não somos

Eu e tu mais que uma só.

 

Se respiro, ainda respiras;

Nem tem a Parca poder

De confundir-te com os mortos,

Enquanto Alcipe viver.