Luís Vaz de Camões
Os Lusíadas
Num vale ameno, que os outeiros fende,
Vinham as claras águas ajuntar-se,
Onde ũa mesa fazem, que se estende
Tão bela quanto pode imaginar-se.
Arvoredo gentil sobre ela pende,
Como que pronto está pera afeitar-se,
Vendo-se no cristal resplandecente,
Que em si o está pintando propriamente.