Elmano Sadino

Certo enfermo, homem sisudo

Certo enfermo, homem sisudo,

Deixou por condescendência

Chamar um doutor, que tinha

Entre os mais a preferência.

 

Manda-lhe o fofo Esculápio

Que bota a lingua de fora,

E envia dez garatujas

À botica sem demora.

 

« Com isto (diz ao doente)

A sepultura lhe tapo. »

Replica o pobre a tremer :

« Aposto que não escapo ».