Elmano Sadino

Eu Me Ausento de Ti, Meu Pátrio Sado

Eu me ausento de ti, meu pátrio Sado,

Mansa corrente deleitos, amena,

Em cuja praia o nome de Filena

Mil vezes tenho escrito, e mil beijado:

 

Nunca mais me verás entre o meu gado

Soprando a namorada e branda avena,

A cujo som descias mais serena,

Mais vagarosa para o mar salgado:

 

Devo enfim manejar por lei da sorte

Cajados não, mortíferos alfanges

Nos campos do colérico Mavorte;

 

E talvez entre impávidas falanges

Testemunhas farei da minha morte

Remotas margens, que humedece o Ganjes.