Elmano Sadino

Por esta Solidão, que não Consente

Por esta solidão, que não consente

Nem do sol, nem da lua a claridade,

Ralado o peito pela saudade

Dou mil gemidos a Marília ausente:

 

De seus crimes a mancha inda recente

Lava Amor, e triunfa da verdade;

A beleza, apesar da falsidade,

Me ocupa o coração, me ocupa a mente:

 

Lembram-me aqueles olhos tentadores,

Aquelas mãos, aquele riso, aquela

Boca suave, que respira amores...

 

Ah! Trazei-me, ilusões, a ingrata, a bela!

Pintai-me vós, oh sonhos, entre as flores

Suspirando outra vez nos braços dela!