Luís Vaz de Camões

IX-55- Num vale ameno, que os outeiros fende...

Os Lusíadas

Num vale ameno, que os outeiros fende,

Vinham as claras águas ajuntar-se,

Onde ũa mesa fazem, que se estende

Tão bela quanto pode imaginar-se.

Arvoredo gentil sobre ela pende,

Como que pronto está pera afeitar-se,

Vendo-se no cristal resplandecente,

Que em si o está pintando propriamente.