Luís Vaz de Camões

IX-36- Mas já no verde prado o carro leve...

Os Lusíadas

Mas já no verde prado o carro leve

Punham os brancos cisnes mansamente;

E Dione, que as rosas entre a neve

No rosto traz, decia diligente.

O frecheiro que contra o Céu se atreve

O recebê-la vem, ledo e contente;

Vêm todos os Cupidos servidores

Beijar a mão à Deusa dos amores.