Luís Vaz de Camões
Os Lusíadas
Não será a culpa abominoso incesto
Nem violento estupro em virgem pura,
Nem menos adultério desonesto,
Mas cũa escrava vil, lasciva e escura,
Se o peito, ou de cioso, ou de modesto,
Ou de usado a crueza fera e dura,
Cos seus ũa ira insana não refreia,
Põe, na fama alva, noda negra e feia.